sábado, 11 de maio de 2013






Eu necessito urgentemente lhe dizer algumas verdades, as quais eu não tenho coragem de falar cara a cara, olhando no fundo dos teus olhos, mas que se eu guardá-las para mim por um momento mais, corro risco de sufocar.

Vou dizer-lhe tudo agora, enquanto as palavras se amontoam na minha garganta, forçando a saída pela boca. Tudo o que penso de você, exposto, neste exato momento.

A intensidade com que te detesto, beirando ao ódio; tudo o que me irrita em você: desde seu sorriso irritantemente idiota até o fato de você cantar todas as meninas que vê. Não suporto quando você me abraça e me beija, e, daqui a pequeninos cinco minutos, começa a falar de todas as meninas bonitas que já viu, e claro, não estou na lista.

Sinceramente? Eu te detesto… Não! Eu te odeio. Odeio-te por tudo isso mais ainda. Odeio-te por me machucar profundamente; por fazer-me sofrer falando do seu “número”, tão maior que o meu, e que aumenta a cada instante; mas, te odeio, principalmente, porque descobri, que apesar de todo ódio, acabei apaixonando-me.