quarta-feira, 15 de maio de 2013








Dentre todas as características a ti pertencente, nunca pensei que tiveste esta em especial. Talvez pelo fato de tê-lo tornado alguém a ser idolatrado, talvez por acreditar que apenas existiam coisas boas em teu interior, ou, pelo simples fato de eu ter, meio que sem querer, me apaixonado por você. Mas, colocando os fatos na mesa, posso dizer que estava errada. Errada em relação a tudo que diz respeito a ti. A verdade é que sua incrível capacidade de machucar sem se abalar anula todas as suas qualidades infindáveis. Destroçaste meu coração de uma maneira que talvez demore décadas para que eu possa reconstruí-lo. Não, não é drama, e muito menos uma tempestade em copo d’água. Digo a verdade. A forma como conseguiu iludir-me, me tornando uma tola, e depois acabando com todos os sonhos existentes em mim foi dolorosa. Horrivelmente dolorosa. E não importa quantas vezes eu diga que estou bem, ou tente sorrir e ser forte, fingir que nada aconteceu. A dor sempre volta. E, sabe qual é a pior coisa em toda esta história? Eu te amava. Te amava de verdade, talvez até mais que a mim mesma. Já deveria saber que quem muito amor oferece, no final, acaba por sofrer. Mas a minha interminável teimosia me fez crer que dessa vez seria diferente, que você era diferente. Não foi assim. Me iludi. Mais uma vez. Agora, a menina cujo coração fora destroçado, cresceu. Bastou-lhe isso. Hoje ela é fria como gelo e possui um coração duro feito pedra. Então, quando me encontrar novamente, por favor não estranhe o meu modo de lhe falar e agir. Você me deixou assim.